Os líderes da União Europeia não conseguiram convencer o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, a levantar seu bloqueio a um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 544 bilhões) à Ucrânia, em uma cúpula dos países europeus realizada nesta quinta-feira (19).

Na reunião em Bruxelas, em que cada dirigente falou de responsabilidade, o líder húngaro, aliado mais próximo de Moscou no bloco, se manteve firme em sua posição e obrigou seus parceiros europeus a deixarem o assunto para um próximo encontro.

"A posição da Hungria é muito simples: ajudaremos a Ucrânia quando tivermos nosso petróleo", declarou nesta quinta-feira, ainda antes do início da cúpula dos 27.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, que se tornou inimigo declarado de Orban duas semanas antes da eleição húngara de 12 de abril, também não conseguiu fazê-lo mudar de posição durante sua intervenção na videoconferência perante os 27.

A Hungria condiciona a concessão deste empréstimo à retomada do fornecimento de petróleo russo por meio de um oleoduto que atravessa a Ucrânia e foi danificado pelos bombardeios russos.

O primeiro-ministro húngaro acusa a Ucrânia de demorar a colocar o oleoduto em funcionamento.

A Ucrânia deve imperativamente obter estes fundos para financiar sua guerra contra Rússia, em 2026 e 2027.

"Devemos fazer o empréstimo à Ucrânia", afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, ao chegar em Bruxelas.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse, por sua vez, que "o princípio orientador do trabalho na União Europeia é o princípio da lealdade e da confiabilidade. E parto do princípio de que todos os membros da União Europeia se aterão a ele".

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