O governo americano reduziu, nesta quinta-feira (19), de 4 para 3 o grau de periculosidade para os viajantes que visitam a Venezuela, embora mantenha o nível muito elevado na zona fronteiriça com a Colômbia.

Esta mudança foi introduzida para "refletir e atualizar a informação de risco para cidadãos americanos" no país caribenho, explicou o Departamento de Estado.

Os Estados Unidos, que removeram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa do poder e do país, consideram que já não há risco de "detenção indevida" ou de "distúrbios".

Apesar disso, Washington insta seus cidadãos a reconsiderarem qualquer plano de viagem à Venezuela devido ao nível de criminalidade, risco de sequestro ou terrorismo, assim como à má assistência médica.

O novo aviso de viagem mantém o nível de periculosidade elevado para a fronteira com a Colômbia e para os estados de Amazonas, Apure, Aragua, Bolívar, Guarico e Tachira.

Uma operação militar depôs Maduro, em janeiro, e o retirou do país para que enfrentasse acusações de narcotráfico na justiça americana.

Além disso, os Estados Unidos impuseram um bloqueio ao petroleiros sancionados que zarpassem da Venezuela.

A pressão americana acabou provocando mudanças políticas, com a eleição de uma nova presidente, Delcy Rodríguez, que antes era a mão direita de Maduro.

O novo governo promoveu mudanças econômicas e a libertação de presos políticos.

O aviso aos viajantes do Departamento de Estado lembra que foi iniciado o processo de reabertura da embaixada em Caracas, mas que, por enquanto, Bogotá continua assumindo as operações diplomáticas.

Os Estados Unidos carecem, por enquanto, de serviços consulares na Venezuela, recorda o texto.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

jz/dg/rm

compartilhe