A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê uma forte desaceleração no comércio global de mercadorias este ano, com crescimento limitado a 1,4% caso os preços da energia permaneçam elevados devido à guerra no Oriente Médio, em comparação com 4,6% em 2025.
"Aumentos sustentados nos preços da energia podem agravar os riscos para o comércio global, com potenciais repercussões na segurança alimentar e pressões de custos para consumidores e empresas", alertou a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, nesta quinta-feira (19).
A OMC apresentou suas previsões em um contexto de guerra no Oriente Médio, que elevou os preços da energia e reacendeu os temores de uma crise econômica.
O conflito, que começou em 28 de fevereiro com os ataques aéreos israelenses e americanos no Irã, agora também afeta instalações de produção de petróleo e gás, aumentando a incerteza.
Os economistas da organização revisaram suas projeções e delinearam dois cenários principais devido à imprevisibilidade do conflito.
No primeiro cenário, que exclui choques relacionados aos preços da energia, espera-se que o crescimento do volume do comércio global de mercadorias desacelere este ano, atingindo 1,9%, em comparação com 4,6% em 2025.
No segundo cenário, a OMC explica que, se os preços do petróleo e do gás natural liquefeito permanecerem altos ao longo do ano, a previsão de crescimento do PIB para 2026 seria reduzida em 0,3 ponto percentual.
Isso, por sua vez, reduziria a previsão de crescimento do comércio global em 0,5 ponto percentual, para apenas 1,4%.
O comércio de serviços também seria afetado, com uma expansão mais moderada de 4,1% em 2026.
A diretora-geral da OMC observou que os países podem mitigar o impacto da guerra mantendo políticas comerciais previsíveis e fortalecendo a resiliência das cadeias de suprimentos.
Os economistas da organização acrescentam que, se o conflito no Oriente Médio for de curta duração e o comércio ligado à inteligência artificial permanecer forte, o crescimento do comércio de mercadorias poderá superar as previsões, atingindo 2,4% este ano e 2,7% em 2027.
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