Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Países Baixos condenaram, nesta quinta-feira (19), as recentes represálias iranianas contra infraestruturas energéticas no Golfo e se declararam "dispostos a contribuir" para a segurança no Estreito de Ormuz, fechado de fato por Teerã.
"Pedimos uma moratória imediata e geral sobre os ataques a infraestruturas civis, em particular as instalações de petróleo e de gás", indicaram os seis países em um comunicado conjunto.
"Nos declaramos dispostos a contribuir aos esforços necessários para garantir a segurança da passagem pelo Estreito de Ormuz", acrescentaram os países.
Em tempos normais, 20% do petróleo e do Gás Natural Liquefeito consumidos a nível mundial passam por este estreito.
Seu fechamento por parte do Irã, em represália ao ataque dos Estados Unidos e Israel, em curso desde 28 de fevereiro, aumentou os problemas logísticos e de abastecimento e elevou o preço do barril de petróleo bruto para mais de 110 dólares (cerca de 573 reais).
Na quarta-feira (18), o Exército israelense atacou o grande campo de gás de South Pars-North Dome, compartilhado pelo Irã e o Catar. É a maior reserva de gás conhecida do mundo e fornece quase 70% do gás natural doméstico da República Islâmica.
Em represália, o Irã atacou Ras Lafan, no Catar, o maior complexo industrial e porto de exportação de Gás Natural Liquefeito (GNL) do mundo.
Também foram registrados ataques nesta quinta-feira contra duas refinarias de petróleo no Kuwait e contra uma instalação de petróleo no porto de Yanbu, no Mar Vermelho, utilizado pela Arábia Saudita para exportar petróleo bruto evitando o Estreito de Ormuz.
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