O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy declarou nesta quarta-feira (18) que não cometeu "nenhum dos atos" pelos quais foi condenado, durante o julgamento de seu recurso sobre o suposto pedido de financiamento líbio para sua campanha eleitoral de 2007.

Sarkozy tornou-se no ano passado o primeiro presidente francês a ser preso desde o fim da Segunda Guerra Mundial e o primeiro de um país da União Europeia. Ele saiu da prisão 20 dias depois, em liberdade condicional.

"Recorri porque não cometi nenhum dos atos pelos quais fui condenado. Reunirei todas as minhas forças para defender esta verdade, que está profundamente enraizada em mim", disse Sarkozy no terceiro dia de seu julgamento de apelação.

O político conservador de 71 anos, que governou a França de 2007 a 2012, sempre negou qualquer irregularidade e reiterou sua inocência ao tribunal na terça-feira.

Em setembro, um tribunal de primeira instância o condenou a cinco anos de prisão por permitir que pessoas de seu entorno viajassem à Líbia de Muammar Kadhafi, falecido em 2011, para obter fundos para financiar ilegalmente sua vitoriosa campanha presidencial de 2007.

No sistema jurídico francês, o recurso de apelação equivale a um novo julgamento, no qual o tribunal reexamina todas as provas e depoimentos, e, portanto, Sarkozy é novamente considerado inocente.

Espera-se que siga até 3 de junho, com o veredicto previsto para o outono (do hemisfério norte).

Se considerado culpado, Sarkozy pode pegar até 10 anos de prisão. Sarkozy tem enfrentado uma série de problemas legais desde que deixou o cargo e já foi condenado duas vezes em outros casos.

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