O Produto Interno Bruto (PIB) do Chile cresceu mais rápido do que o projetado para 2025, graças a um impulso do comércio e do investimento que compensou o desempenho mais fraco do setor de mineração, informou o Banco Central nesta quarta-feira (18). 

A economia chilena avançou 2,5% no último ano do governo do presidente de esquerda Gabriel Boric, segundo o relatório de Contas Nacionais da instituição. A taxa de crescimento projetada era de 2,3%. 

Boric foi substituído há uma semana pelo presidente de extrema direita José Antonio Kast, que prometeu implementar um governo de "emergência" para combater o crime e a imigração irregular com uma abordagem "de mão dura" e fortalecer a economia. 

Kast estabeleceu uma meta de crescimento anual do PIB de 4%. 

De acordo com o subsecretário da Fazenda, Juan Pablo Rodríguez, o número para 2025 "continua refletindo um desempenho insuficiente para atender às expectativas das famílias chilenas". 

Segundo o Banco Central, no ano passado "grande parte das atividades econômicas apresentou números positivos".

O comércio, os serviços pessoais, a indústria e os serviços empresariais apresentaram o crescimento mais forte, compensando a queda na atividade de mineração, segundo o Banco Central. 

O cobre, do qual o Chile é o maior produtor mundial, contribui com aproximadamente 10% do PIB chileno. O país também é o segundo maior produtor mundial de lítio. 

Ambos os metais são essenciais para a fabricação de veículos elétricos e dispositivos eletrônicos. 

O novo ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, anunciou que enviará uma série de projetos de lei ao Parlamento nas próximas semanas, incluindo um que reduz o imposto corporativo de 27% para 23%. 

Segundo Quiroz, a medida visa estimular a atividade econômica e reduzir o déficit fiscal, que atingiu 3,6% em 2025. 

O ministro também ordenou um corte orçamentário de 3% em todos os ministérios.

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