O número de casos de meningite investigados pelas autoridades britânicas subiu para 20, informou nesta quarta-feira (18) a Agência de Segurança da Saúde, um surto "sem precedentes", concentrado em uma universidade e que provocou duas mortes.

O surto em Kent, sudeste da Inglaterra, matou dois jovens: um estudante universitário de 21 anos e uma aluna do Ensino Médio de 18. 

Até o momento, as medidas de saúde pública se concentram na Universidade de Kent, que tem quase 18.000 estudantes, alguns deles hospitalizados por meningite. 

A meningite é uma infecção potencialmente fatal que afeta as membranas protetoras que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença é mais comum em crianças pequenas, adolescentes e adultos jovens.

"Até 17h00 do dia 17 de março, foram confirmados nove casos em laboratório e 11 notificações continuam sob investigação", o que eleva o total para 20, informou a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) em um comunicado.

O ministro da Saúde, Wes Streeting, disse na terça-feira ao Parlamento que a "situação, que evolui rapidamente", havia provocado 15 casos sob investigação. 

A meningite pode se propagar pelo contato próximo, por exemplo com "beijos prolongados ou compartilhamento de cigarros eletrônicos e bebidas", explicou Streeting aos deputados. 

O atual surto entre os estudantes está relacionado a uma boate na cidade de Canterbury. 

Seis casos confirmados são de infecções meningocócicas do grupo B, informou a UKHSA. Esta cepa bacteriana é mais rara e letal do que a do tipo viral. 

A agência informou que também estava investigando o caso de um bebê com infecção meningocócica do grupo B confirmada que, ao que parece, não estava relacionada ao surto. 

Segundo as primeiras informações, a menina está internada em um hospital na cidade vizinha de Folkestone.

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