Os anúncios do governo cubano de que permitirá investimentos da diáspora na ilha "não são drásticos o suficiente", declarou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta terça-feira (17).
O governo de Havana anunciou na segunda-feira que cubanos residentes no exterior poderão investir e abrir seus próprios negócios na ilha em diversos setores, incluindo o bancário.
"Isso não vai resolver as coisas", acrescentou Rubio a repórteres no Salão Oval, onde acompanhava Donald Trump em uma recepção para o primeiro-ministro irlandês, Michael Martin.
"Cuba está aberta a manter uma relação comercial fluida com empresas americanas" e "também com cubanos residentes nos Estados Unidos e seus descendentes", anunciou o ministro cubano do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva, em entrevista à rede de televisão americana NBC.
Trump, por sua vez, disse que aspirava à "honra de tomar Cuba, de alguma forma".
Questionado sobre os próximos passos em relação à ilha comunista, Trump disse: "Eles estão conversando com Marco [Rubio], e vamos tomar alguma providência em breve."
Quando perguntado sobre a possibilidade de flexibilizar o embargo à ilha, em vigor desde 1962, Rubio respondeu: "O embargo está ligado a mudanças políticas na ilha."
Segundo o The New York Times, que citou quatro pessoas familiarizadas com as discussões, o governo Trump está pressionando o presidente Miguel Díaz-Canel a renunciar.
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