O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (17) que espera viajar para a China em pouco mais de um mês, após adiar sua visita devido à guerra comercial em curso com o Irã.

"Temos uma ótima relação de trabalho com a China, então iremos para lá em cerca de cinco ou seis semanas", disse Trump a repórteres. 

Trump disse ao Financial Times no domingo que poderia adiar sua viagem se a China não ajudasse a desbloquear o Estreito de Ormuz. 

Na segunda-feira, ele disse que havia pedido a Pequim um adiamento "de mais ou menos um mês", mas desta vez alegando que precisava permanecer nos Estados Unidos por causa do conflito em curso no Oriente Médio. 

A China respondeu nesta terça-feira que "tomou nota" dos esclarecimentos fornecidos, segundo afirmou, pelos Estados Unidos, e que manteria contato com o governo americano a respeito da visita. 

Os preparativos para esta viagem estão em andamento há meses; o objetivo é que Donald Trump se reúna com seu homólogo Xi Jinping e talvez consiga amenizar de forma duradoura a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Mas o conflito no Oriente Médio atrapalha tanto a agenda quanto a relação entre os dois governos.

A China, grande consumidora de petróleo iraniano, "deveria nos agradecer" por lançarmos a ofensiva, declarou Trump na segunda-feira, apresentando a operação israelense-americana como garantia de segurança futura para o mundo inteiro. 

O presidente americano pressionou seus aliados e a China para que o ajudassem a restabelecer o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã e crucial para o trânsito global de petróleo.

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