O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou na segunda-feira (16) um possível bombardeio por parte do Equador no lado colombiano da fronteira, onde operam grupos de narcotraficantes, e advertiu que aguarda os resultados de uma investigação para evitar "entrar em uma guerra".

O mandatário de esquerda, que mantém uma disputa comercial com seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, afirmou que seu governo tem evidências de um ataque com uma "bomba" lançada de um avião perto da linha de fronteira.

"Estão nos bombardeando a partir do Equador e não são os grupos armados ilegais", afirmou durante uma reunião com seus ministros que foi exibida na televisão.

Petro acrescentou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "atue" diante do suposto bombardeio.

"Pedi que ligue para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em  uma guerra", acrescentou, sem revelar a data em que fez a solicitação. 

O colombiano não informou quando teria acontecido o suposto ataque, que está sendo investigado para "tomar as decisões".

Colômbia e Equador travam uma guerra comercial desde fevereiro, quando Noboa impôs tarifas ao país vizinho ao reclamar de Petro por supostamente não adotar esforços suficientes no combate ao narcotráfico na fronteira. 

Petro respondeu com a mesma medida e, apesar dos esforços diplomáticos, a crise continua.

As forças equatorianas deram início no domingo a uma ofensiva de combate às drogas de duas semanas com apoio dos Estados Unidos. 

Noboa é muito próximo a Washington e seu país integra o chamado "Escudo das Américas", uma aliança de 17 países do continente criada recentemente para enfrentar ameaças à segurança.

A Colômbia não faz parte do acordo anunciado por Trump, que deixou de ser um inimigo de Petro e se aproximou dele após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro.

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das/cr/fp

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