O governo americano de Donald Trump pressiona para que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, deixe o poder, no contexto das negociações entre os dois países, publicou nesta segunda-feira (16) o jornal The New York Times.

Com a saída de Díaz-Canel, de 65 anos e na presidência desde 2018, o atual governo comunista seria mantido, segundo o Times.

"De acordo com essas fontes, os americanos deixaram claro aos negociadores cubanos que o presidente deve sair, mas deixam nas mãos dos cubanos a decisão sobre a continuidade dos acontecimentos", aponta o jornal nova-iorquino, que cita quatro fontes familiarizadas com as conversas.

Díaz-Canel reconheceu na sexta-feira que os dois governos estão em negociações, embora tenha revelado pouco sobre a natureza desses diálogos.

A pressão do governo americano para que haja um novo líder ocorre enquanto a ilha enfrenta apagões generalizados em meio a um devastador embargo petrolífero imposto pela administração Trump.

Uma fonte disse ao New York Times que "remover o chefe de Estado de Cuba permitiria mudanças estruturais na economia de um país que o senhor Díaz-Canel, considerado linha-dura por funcionários [de Trump], dificilmente apoiaria".

Desde seu retorno à Casa Branca em 2025, Trump tem atacado os líderes de esquerda na América Latina.

Na Venezuela, Nicolás Maduro foi capturado em 3 de janeiro durante uma operação militar dos Estados Unidos.

Washington trabalha agora com a vice-presidente de Maduro e atual governante interina, Delcy Rodríguez, que tem sido mais receptiva às exigências americanas.

Trump declarou nesta segunda-feira à imprensa que espera ter "a honra de tomar Cuba" durante seu mandato.

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