Donald Trump criticou nesta segunda-feira (16) alguns países pela resposta morna ao seu chamado para colaborar na proteção do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã na guerra no Oriente Médio.

"Levamos 40 anos protegendo eles e não querem se envolver", declarou o presidente americano. "Incentivamos fortemente as demais nações a se juntarem a nós, e a fazê-lo rapidamente e com grande entusiasmo", acrescentou.

Trump disse que vários países — que não nomeou — haviam se comprometido a ajudar a garantir a segurança da via marítima, uma rota crucial para o comércio mundial de petróleo, mas atacou outros que não se mostravam "entusiasmados".

França e Reino Unido poderiam se juntar em breve à operação, declarou o mandatário.

Trump disse que havia falado sobre o assunto com o presidente francês, Emmanuel Macron, e que sua resposta havia sido "um oito (de dez), não perfeita".

"Acho que ele vai ajudar", disse Trump, acrescentando que também acreditava que o Reino Unido participaria de uma missão em Ormuz.

Trump renovou suas críticas ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que teria oferecido enviar dois navios para a área duas semanas após o início das hostilidades. "Precisávamos deles antes, não depois", disparou o ocupante da Casa Branca.

Starmer disse em Londres que seu governo trabalha com todos os aliados "para elaborar um plano coletivo viável que possa restabelecer a liberdade de navegação na região o mais rápido possível".

O Irã é um "tigre de papel" e os Estados Unidos "aniquilaram" seu potencial militar, gabou-se Trump, de modo que a ajuda dos demais países não é essencial, assegurou.

Mas os países aliados, e também os não aliados, como a China, se beneficiaram durante décadas da liderança de Washington ao patrulhar a região, afirmou.

Quando questionado sobre o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, Trump afirmou que não sabe se ele está vivo depois de ter sido ferido em bombardeios e de não ter aparecido em público desde sua designação.

"Muita gente diz que ele está gravemente desfigurado. Dizem que perdeu uma perna e que ficou gravemente ferido. Outros asseguram que está morto", comentou o presidente americano.

"Não se sabe (...) se está morto ou não", acrescentou.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

bur-jz/mel/am

compartilhe