Policiais e militares do Equador detiveram mais de 250 pessoas, a maioria por violar um toque de recolher noturno imposto por duas semanas em meio a uma ofensiva antidrogas com apoio dos Estados Unidos, informou nesta segunda-feira (9) o Ministério do Interior.
As operações, iniciadas na noite de domingo, são realizadas nas províncias costeiras de Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro, as mais afetadas pela violência de organizações armadas dedicadas ao narcotráfico, extorsão e assassinatos por encomenda.
Em imagens divulgadas pela polícia, é possível ver agentes derrubando portas, um homem de roupa íntima deitado de bruços com as mãos na cabeça, além de policiais patrulhando ruas e inspecionando residências.
O primeiro dia de operações deixou 253 detidos, "principalmente (por) violação do toque de recolher e porte de armas", informou o Ministério do Interior a jornalistas em seu canal de WhatsApp.
O ministro do Interior, John Reimberg, divulgou no Instagram vídeos de detidos alinhados ao lado de policiais, entre eles mulheres e homens jovens, uma mesa com drogas e agentes realizando revistas nas ruas.
O governo mobilizou 75 mil militares e policiais em seu plano denominado "Ofensiva total", que faz parte de acordos com Washington para compartilhar informações e fortalecer as capacidades das forças de segurança equatorianas.
O Equador integra a aliança de 17 países criada por Donald Trump para combater o narcotráfico na região, após um acordo firmado no início do mês em Miami sob o nome "Escudo das Américas".
Durante o toque de recolher, que vai das 23h (0h no horário de Brasília) às 5h (6h no horário de Brasília), somente podem circular viajantes com passagem aérea em mãos e profissionais de saúde e de emergência.
"Não serão concedidos salvo-condutos", afirmou a polícia em suas redes sociais.
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