A Ucrânia anunciou, neste sábado (14), que informou diplomatas de 31 países sobre os danos ao oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo para a Europa, em meio a uma acirrada disputa com Hungria e Eslováquia sobre a interrupção do fornecimento. 

Hungria e Eslováquia dependem do petróleo russo e acusam a Ucrânia de atrasar deliberadamente a reabertura do oleoduto, cujo nome significa "amizade" em ucraniano. 

A Ucrânia afirma que a interrupção se deve a danos causados por bombardeios russos em janeiro. 

"Durante esta reunião [com diplomatas], pudemos mostrar materiais mais detalhados do local do ataque e explicar os desafios que nossos especialistas estão enfrentando", disse Sergiy Koretskyi, chefe da empresa estatal ucraniana de petróleo e gás Naftogaz, em um comunicado. 

"Restaurar esse tipo de infraestrutura é um processo tecnológico complexo que exige tempo, equipamentos especializados e o trabalho contínuo de equipes, mesmo sob ameaça constante", acrescentou.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou em 5 de março que o conserto do oleoduto levaria de quatro a seis semanas.

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