As cotações do barril de Brent, referência internacional para o petróleo, subiu mais de 42% desde o início da guerra no Oriente Médio, diante da queda das entregas de hidrocarbonetos provenientes do Golfo.
Seu preço subiu de 72,48 dólares o barril em 27 de fevereiro para 103,14 dólares no fechamento desta sexta-feira (13), isto é, um aumento de mais de 42% no período e de 11% na semana.
Seu equivalente americano, o barril de WTI, aumentou mais de 47% desde o início do conflito para 98,71 dólares.
No entanto, os níveis estão abaixo do que foi visto na segunda-feira no início da sessão na Ásia, quando se aproximaram dos 120 dólares.
"Duas semanas depois do início da crise, o mercado do petróleo começa a sentir os efeitos concretos de uma perturbação no abastecimento", destacou o JP Morgan em uma nota.
Várias medidas foram tomadas em uma tentativa de reintroduzir barris no mercado mundial, sem convencer totalmente os operadores.
A mais recente veio de Washington, que anunciou na quinta-feira uma autorização temporária da venda de petróleo russo armazenado em navios.
Segundo a empresa de análise Kpler, estima-se que atualmente há 120 milhões de barris de petróleo russo no alto-mar.
No entanto, de acordo com Muyu Xu, analista da Kpler, a maior parte deste volume já tinha sido encomendado previamente por clientes chineses e indianos, o que limita um aumento imediato das reservas disponíveis.
Em um relatório desta quinta-feira, a Agência Internacional de Energia (AIE) destacou que a produção nos países do Golfo diminuiu 30%, o equivalente a 10 milhões de barris por dia.
A navegação pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para a exportação de hidrocarbonetos na região, continua impossível na prática.
No começo da semana, os 32 países-membros da AIE anunciaram uma extração histórica de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas em um esforço para mitigar as perdas no Oriente Médio.
"É apenas uma solução temporária", assegurou Barbara Lambrecht, do Commerzbank. "Enquanto a guerra continuar, os preços se manterão firmes", antecipou.
Nesta sexta-feira, 13 de março, a AFP tinha registrado pelo menos 33 ataques contra infraestruturas energéticas no Oriente Médio.
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