Menos de 80 navios atravessaram o Estreito de Ormuz desde o início da guerra no Oriente Médio, sobretudo embarcações pertencentes à "frota fantasma", informou nesta sexta-feira (13) a empresa britânica de dados marítimos Lloyd's List Intelligence.

"Registramos 77 trânsitos desde o início do mês através do estreito", que a Guarda Revolucionária iraniana quer manter fechado, afirmou Bridget Diakun, analista da Lloyd's List Intelligence, nesta sexta-feira.

Entre 1º e 11 de março de 2025, haviam sido registrados 1.229 trânsitos pelo estreito, assinala, a título de comparação, esta empresa de dados e análise do setor marítimo, vinculada à revista especializada Lloyd's List.

Situado entre Irã e Omã, o estreito é estratégico para a exportação de hidrocarbonetos dos países do Golfo.

Um quinto da produção mundial de petróleo e de Gás Natural Liquefeito (GNL) passa por Ormuz.

O Irã bloqueia o Estreito de Ormuz em represália aos ataques israelenses-americanos, para torná-lo intransitável, uma estratégia que pretende prejudicar a economia mundial para pressionar os EUA.

Desde 1º de março, 20 navios comerciais, entre eles 9 petroleiros, foram atacados ou relataram incidentes na região, segundo a agência britânica de segurança marítima (UKMTO). 

A Organização Marítima Internacional (OMI) confirmou 16 incidentes, oito deles envolveram petroleiros.

Segundo a definição da OMI, a frota fantasma designa o conjunto de navios que "realizam atividades ilegais para contornar sanções, evitar o cumprimento de normas de segurança ou ambientais, contornar os custos dos seguros ou realizar outras atividades ilícitas".

A empresa de dados marítimos especifica que, até o momento, as passagens por Ormuz foram realizadas principalmente por navios afiliados ao Irã (26%), Grécia (13%) e China (12%).

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