A Guarda Revolucionária do Irã advertiu nesta sexta-feira (13) que qualquer nova manifestação contra o governo enfrentará uma resposta "mais dura" do que em janeiro, quando milhares de pessoas morreram durante a repressão a protestos contra o regime.

"Agora, o inimigo maligno, ao fracassar em alcançar seus objetivos no campo de batalha, volta a tentar instilar o medo e provocar tumultos nas ruas", afirmou o exército ideológico iraniano em um comunicado.

Em caso de novas mobilizações, haverá "uma resposta ainda mais forte do que a de 8 de janeiro", acrescentou a nota.

Ao iniciar a ofensiva contra o Irã há quase duas semanas, os governos dos Estados Unidos e de Israel incentivaram a população da República Islâmica a protestar contra as autoridades.

No fim de dezembro, os protestos contra o elevado custo de vida no Irã, afetado pelas sanções ocidentais, viraram um amplo movimento de contestação contra as autoridades.

A mobilização atingiu o ponto máximo em 8 de janeiro. As autoridades iranianas classificaram os protestos de "distúrbios" fomentados por "terroristas" que trabalhavam para Israel e Estados Unidos.

O balanço oficial de mortos divulgado pelas autoridades supera 3.000 pessoas que, segundo o governo, eram em sua maioria integrantes das forças de segurança ou transeuntes.

Várias ONGs, no entanto, acusaram as forças de segurança iranianas de abrir fogo deliberadamente contra os manifestantes.

A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), ONG com sede nos Estados Unidos, afirma que mais de 7.000 pessoas morreram na repressão.

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