O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (12) que o Irã não deveria participar da próxima Copa do Mundo na América do Norte para "sua própria segurança", em plena guerra no Oriente Médio.

Trump fez essas declarações apenas dois dias depois de dizer ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que os jogadores iranianos seriam bem-vindos, apesar do conflito.

"A seleção do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acho apropriado que eles estejam lá, para a segurança e o bem-estar deles", disse o político republicano em sua plataforma Truth Social.

Infantino afirmou esta semana que, durante uma reunião com Trump na Casa Branca, ambos analisaram a "situação atual no Irã".

"O presidente Trump reiterou que a equipe iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos", escreveu o dirigente após a reunião na última terça-feira.

Foi a primeira vez que o presidente da Fifa se pronunciou sobre a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Em dezembro, Infantino criou o Prêmio da Paz da Fifa e o entregou a Trump, com quem tem relação próxima. 

O presidente americano pediu nesta semana ao governo australiano que concedesse asilo a jogadoras da seleção feminina do Irã que estavam no país da Oceania.

As atletas temiam represálias do regime iraniano após se recusarem a cantar o hino nacional antes de um jogo da Copa da Ásia.

A Austrália concordou em conceder asilo às cinco jogadoras que decidiram ficar.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

dk/acb/gma/mel/cb-jc

compartilhe