As autoridades iranianas prenderam quase 200 pessoas em todo o país por acusações relacionadas à guerra contra Estados Unidos e Israel, denunciou nesta quinta-feira (12) um grupo de defesa dos direitos humanos.

As acusações incluem atividade em redes sociais, envio de conteúdo à imprensa estrangeira, espionagem e perturbação da ordem pública, afirmou a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), que tem sede nos Estados Unidos.

A organização, que baseia sua contagem em informações oficiais, indicou que pelo menos 195 pessoas foram detidas em todo o país. 

Em um caso, o braço de inteligência da Guarda Revolucionária anunciou que 10 pessoas foram detidas por filmar locais atingidos pelos ataques e depois enviar as imagens para meios de comunicação estrangeiros.

No início desta semana, o chefe da Polícia Nacional, Ahmad Reza Radan, disse que qualquer manifestante será tratado como inimigo e morto a tiros. Ele advertiu que as forças de segurança estão "com o dedo no gatilho".

Em um trecho que viralizou na quarta-feira, uma apresentadora da televisão estatal advertiu: "Faremos chorar as mães daqueles que, dentro ou fora do país, têm a ideia insensata de que, em meio ao caos, é necessário fazer algo".

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