A China afirmou nesta quinta-feira (12) que as novas investigações comerciais anunciadas pelos Estados Unidos sobre dezenas de países, que podem abrir o caminho para sanções como tarifas adicionais, são uma "manipulação política". 

O presidente Donald Trump disse na quarta-feira que Washington fará investigações independentes centradas na superprodução e na importação de produtos fabricados com trabalho forçado, direcionadas especificamente contra China, União Europeia, Japão, Índia e outros parceiros. 

As medidas foram anunciadas algumas semanas após a Suprema Corte americana anular as tarifas globais do governo dos Estados Unidos, ao alegar que Trump havia excedido sua autoridade ao recorrer a poderes econômicos de emergência para aplicar as taxas a praticamente todos os países.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta quinta-feira que "a suposta capacidade excedente é uma proposição falsa".

"A China se opõe a que seja utilizado como desculpa para manipulação política", declarou o porta-voz da diplomacia, Guo Jiakun, em uma entrevista coletiva.

Ele acrescentou que "as guerras tarifárias e comerciais não beneficiam nenhuma das partes".

Outros países alvos da investigação sobre excesso de capacidade, iniciada na própria quarta-feira, são Singapura, Suíça, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan e México. 

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a investigação "vai se concentrar nas economias onde temos indícios de excesso de capacidade estrutural e de produção em vários setores industriais".

Ele não especificou se as sanções finais variariam em função de cada país. 

A segunda investigação, relacionada ao trabalho forçado, afetará quase 60 parceiros, afirmou. 

O governo Trump impôs rapidamente uma nova tarifa temporária, de 10%, sobre as importações, que permanecerá em vigor até 24 de julho.

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