Desde o início de março de 2026, as minas navais se tornaram o ponto central do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. O Irã iniciou uma operação ativa de instalação desses artefatos explosivos no estratégico Estreito de Ormuz, uma rota vital por onde transita cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo. A ação iraniana levou ao fechamento completo do estreito, que está paralisado desde 28 de fevereiro de 2026, gerando um colapso no mercado global de energia.
A escalada faz parte da guerra iniciada no final de fevereiro entre as três nações. Teerã está utilizando seu vasto arsenal, estimado por um relatório do Congresso dos EUA de 2025 entre 5.000 e 6.000 minas, como uma ferramenta para negar o acesso à Marinha dos EUA e seus aliados. Em resposta, forças americanas já destruíram diversos navios lança-minas iranianos, embora fontes de inteligência acreditem que o Irã ainda mantenha entre 80% e 90% de sua capacidade de minagem. A crise já provocou a suspensão da cobertura de seguros para navegação na região e declarações contundentes do ex-presidente Donald Trump sobre a necessidade de uma resposta militar mais dura.
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Como funcionam as minas navais?
Diferente de um torpedo, que é uma arma autopropelida, a mina naval é um explosivo estacionário, posicionado para ser detonado pela passagem de um navio ou submarino. Elas podem ser lançadas de navios, submarinos ou aeronaves e se dividem em duas categorias principais.
Minas de Contato
São o tipo mais antigo e simples. Geralmente são ancoradas no fundo do mar por um cabo, flutuando a uma profundidade pré-determinada, logo abaixo da superfície. A detonação ocorre quando o casco de uma embarcação faz contato físico direto com os 'chifres' da mina, que funcionam como detonadores.
Minas de Influência
Mais modernas e sofisticadas, estas minas não precisam de contato físico para explodir. Elas repousam no leito do mar e são equipadas com sensores que detectam a 'influência' de um navio passando acima ou próximo a elas. Os gatilhos podem ser:
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Magnéticos: Detectam a massa de metal do casco de um navio, que distorce o campo magnético da Terra.
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Acústicos: São ativados pelo som específico dos motores ou hélices de uma embarcação.
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De Pressão: Sentem a alteração na pressão da água causada pelo deslocamento de um navio ao passar por cima.
Muitas minas modernas combinam múltiplos sensores para dificultar as contramedidas e garantir a detonação contra alvos específicos.
Uma arma de guerra assimétrica
Para o Irã, as minas navais são uma arma de guerra assimétrica ideal. Elas são relativamente baratas de produzir e fáceis de implantar, mas extremamente difíceis, caras e perigosas de remover. O simples fato de se saber que uma área pode estar minada já é suficiente para paralisar o tráfego marítimo, mesmo que poucas minas tenham sido de fato lançadas.
A limpeza de um campo minado é um processo lento e meticuloso, que exige embarcações especializadas (caça-minas) e expõe as forças navais a um risco constante.
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Este conteúdo foi gerado com o auxílio de inteligência artificial e revisado por um editor humano.
