A governadora republicana do estado americano do Alabama, Kay Ivey, comutou na terça-feira (10) a pena de morte de Charles Burton, de 75 anos, para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando que seria "injusto" prosseguir com a execução, que estava prevista para quinta-feira.

Em 1991, Charles Burton foi um dos seis homens envolvidos no assalto a uma loja que terminou com o assassinato de um cliente, Doug Battle. A investigação demonstrou que Burton não puxou o gatilho.

"Doug Battle foi brutalmente assassinado por Derrick DeBruce enquanto fazia compras em uma loja de peças para automóveis. Mas DeBruce acabou sendo condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional", afirmou a governadora em um comunicado.

"Charles Burton não atirou na vítima, não ordenou ao atirador que disparasse contra a vítima e já havia deixado a loja quando aconteceu o tiroteio. Burton, no entanto, foi condenado à morte, enquanto DeBruce passou o resto da vida na prisão", acrescentou.

"Não posso prosseguir em sã consciência com a execução do sr. Burton diante de circunstâncias tão discrepantes. Acredito que seria injusto que um participante neste crime fosse executado, enquanto o participante que apertou o gatilho não foi executado", concluiu Ivey.

Esta é apenas a segunda vez que Kay Ivey concede perdão a um condenado à morte. Desde que assumiu o cargo de governadora, em 2017, ela supervisionou 25 execuções. 

Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte (DPIC), desde o início do ano, cinco condenados à morte foram executados nos Estados Unidos.

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