O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, apagou nesta terça-feira (10) uma mensagem que havia publicado poucos minutos antes na qual anunciava que a Marinha dos Estados Unidos havia escoltado um navio petroleiro para que pudesse atravessar o Estreito de Ormuz.
Nem o Departamento de Energia nem o Pentágono responderam às perguntas da AFP a respeito do ocorrido.
Os mercados haviam reagido favoravelmente ao anúncio de uma escolta militar neste importante estreito, por onde transita 20% da produção mundial de petróleo e de gás natural liquefeito (GNL).
Até agora não foi confirmado que navios americanos tenham escoltado petroleiros em Ormuz desde que a guerra começou em 28 de fevereiro.
Teerã prometeu nesta terça-feira que não será exportado nem um barril de petróleo do Golfo enquanto a guerra continuar.
Desde 2 de março foi detectada a travessia de mais de 20 navios comerciais pelo estreito, segundo uma análise da AFP baseada em dados da Marine Traffic.
Outros atravessaram o Estreito de Ormuz com os transponders desligados para ocultar sua posição e, às vezes, só voltam a aparecer nos sistemas de rastreamento marítimo quando já saíram da região.
Dos navios que transmitiram ao menos um sinal enquanto tentavam a travessia, a AFP contabilizou nove petroleiros e dois navios de gás natural liquefeito (GNL).
Antes da guerra, uma média diária de 138 navios transitava pelo Estreito de Ormuz.
Washington tomou medidas para tentar tranquilizar os mercados globais desde o início da guerra, oferecendo resseguro às companhias de navegação e os serviços da Marinha americana para escoltar petroleiros.
Os preços do petróleo registraram fortes oscilações desde o começo da guerra devido às interrupções no fornecimento, com um salto de 30% na segunda-feira, até quase atingir 120 dólares por barril, antes de recuar.
Os preços continuaram caindo após declarações de Trump na segunda-feira que insinuavam que a guerra poderia terminar em breve.
A guerra provocou ataques contra depósitos de petróleo no Irã e atentados contra infraestruturas energéticas em países ricos do Golfo, anteriormente considerados refúgios seguros em um turbulento Oriente Médio.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
els-jz/ad/mel/am