O chefe do Parlamento da Venezuela anunciou nesta quinta-feira (5) que políticos exilados solicitaram adesão à anistia geral, aprovada há duas semanas.
A lei histórica foi promovida pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana em 3 de janeiro.
A anistia abrange 13 fatos específicos de 27 anos de chavismo. Não é automática: deve ser requerida perante um tribunal pela pessoa afetada ou por um procurador, no caso dos que não estejam no país.
“Recebemos, por parte de políticos ou políticas venezuelanas [...] ou de cidadãos venezuelanos e cidadãs venezuelanas que vivem no exterior, solicitações para que seus casos sejam atendidos por meio da lei de anistia”, disse o deputado Jorge Rodríguez.
“Recebemos solicitações de pessoas que tiveram uma participação notória em eventos de extrema perigosidade”, acrescentou, sem especificar nomes. “Não queremos personalizar [...] Vocês sabem quem são.”
Dezenas de dirigentes da oposição foram para o exílio nos últimos anos, desde Leopoldo López, na Espanha desde 2020, até o ex?parlamentar Juan Guaidó, chefe de um fracassado governo paralelo, ambos procurados pela Justiça.
O mesmo ocorreu com o rival de Maduro em sua questionada reeleição em 2024, Edmundo González Urrutia, exilado na Espanha após reivindicar sua vitória nesses pleitos.
As autoridades também abriram investigações penais contra a principal líder opositora, María Corina Machado, que passou mais de um ano na clandestinidade e fugiu do país para receber o Prêmio Nobel da Paz. Nenhum desses informou até agora ter aderido à anistia.
De acordo com Jorge Rodríguez, atualmente 7.365 pessoas estão em liberdade plena graças a essa lei.
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