A seita Moon perdeu nesta quarta-feira o recurso contra sua dissolução decretada por um tribunal japonês, depois de essa influente organização religiosa ter sido envolvida no assassinato do ex-primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
O autor do magnicídio em 2022 agiu movido por ressentimento contra essa seita, que arrancou de sua mãe vultosas doações e levou a família à falência.
O homem, que atirou em Abe durante um ato de campanha eleitoral, acreditava que o ex-dirigente era próximo da organização.
Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, a Igreja da Unificação declarou que o Tribunal Superior de Tóquio "emitiu uma decisão importante confirmando a ordem de dissolução". O tribunal confirmou o veredicto à AFP.
Em março de 2025, um tribunal de Tóquio ordenou a dissolução da filial japonesa da “Igreja da Unificação”, ao considerar que ela havia infligido “danos sem precedentes” à sociedade.
A decisão implicava que a organização perderia as isenções fiscais concedidas pelo sistema jurídico japonês, embora lhe permitisse continuar suas atividades.
Fundada em 1954 na Coreia do Sul por Sun Myung Moon, a organização se desenvolveu com força nas décadas de 1970 e 1980 e é acusada de impor metas de doações a seus adeptos.
O governo japonês recorreu à Justiça no fim de 2023 para revogar o estatuto de organização religiosa da seita Moon, após uma investigação que revelou vínculos estreitos entre a organização e parlamentares do partido conservador no poder.
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