Diversas instalações petrolíferas foram atacadas por drones nesta terça-feira (3) em Omã e nos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades, enquanto o Catar suspendeu a fabricação de alguns produtos processados, no quarto dia do conflito no Oriente Médio.
O Irã ataca países produtores de petróleo e gás do Golfo desde sábado, em resposta à ofensiva israelense-americana que matou o aiatolá Ali Khamenei.
Após interromper a produção de gás natural liquefeito (GNL) devido a um ataque iraniano às suas instalações, a estatal de energia Qatar Energy anunciou a suspensão da fabricação de produtos como polímeros, metanol e alumínio.
Também nesta terça-feira, Omã denunciou um ataque com drones a depósitos de combustível no porto comercial de Duqm, um deles foi danificado. "Os danos foram contidos e não houve vítimas", disse a estatal Oman News Agency (ONA), citando uma fonte de segurança.
Um drone também caiu perto do porto de Salalah, no sul do país, sem provocar vítimas ou danos, enquanto outros dois foram derrubados.
Omã não escapou dos ataques iranianos, apesar de seu papel como mediador nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã antes do início da guerra.
No vizinho Emirados Árabes Unidos, os destroços de um drone interceptado provocaram um incêndio na zona petrolífera de Fujairah (FOIZ). Essa área abriga a maior capacidade de armazenamento comercial de refinados do Oriente Médio, segundo seu site.
"Não houve feridos, o incêndio foi controlado e as operações normais na área foram retomadas", afirmaram as autoridades.
Desde sábado, os Emirados Árabes Unidos foram alvo de mais de 800 drones e quase 200 mísseis, segundo seu Ministério da Defesa.
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