Uma em cada três mulheres na União Europeia já sofreu violência em algum momento da vida, segundo uma pesquisa publicada nesta terça-feira (3) pela Agência dos Direitos Fundamentais (FRA, na sigla em inglês) e pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Gênero (EIGE, na sigla em inglês). 

"Quase 30% das mulheres sofreram humilhações, ameaças ou comportamento controlador por parte do parceiro", e quase uma em cada dez "foi agredida pelo parceiro", afirmou a FRA em comunicado de imprensa. Além disso, 17,2% "sofreram violência sexual". 

"8,5% das mulheres relatam ter sido vítimas de cyberbullying" e "10,2% foram espionadas ou assediadas online pelo parceiro", acrescentou a agência, destacando um aumento da violência digital. 

O estudo indica que poucas vítimas denunciam seus agressores à polícia. Vergonha, medo e desconfiança nas autoridades explicam, em grande parte, este silêncio. 

Este relatório é o segundo sobre violência contra as mulheres, após o primeiro, publicado em 2014. 

Em alguns países onde os dados foram coletados, as entrevistadas puderam se autodeclarar mulheres, o que significa que mulheres transgênero puderam participar. 

A pesquisa foi realizada em conjunto pelo Eurostat, FRA e EIGE, com base em mais de 114.000 entrevistas com mulheres de 18 a 74 anos, entre setembro de 2020 e março de 2024. 

Desde a primeira pesquisa, a UE ratificou a Convenção de Istambul, mas cinco Estados-membros — Bulgária, República Tcheca, Hungria, Lituânia e Eslováquia — ainda não o fizeram. 

A Convenção de Istambul, em vigor desde 2014, é um instrumento jurídico dedicado ao combate à violência contra as mulheres.

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