O Congresso dos Estados Unidos se prepara para votar nesta semana uma série de resoluções destinadas a limitar os poderes de Donald Trump na guerra que lançou contra o Irã, embora a maioria republicana provavelmente consiga frustrar essas iniciativas.
Parte dos parlamentares afirma querer reafirmar a autoridade do Congresso, único órgão habilitado pela Constituição dos Estados Unidos a declarar guerra.
"Trump iniciou uma guerra desnecessária, idiota e ilegal contra o Irã", declarou o senador democrata Tim Kaine na rede social X.
No fim de janeiro, o legislador apresentou uma resolução destinada a obrigar Trump a obter autorização do Congresso para qualquer conflito com o Irã. No sábado, pediu aos parlamentares que "retornem imediatamente" a Washington para votar o texto.
Em um artigo publicado no Wall Street Journal no domingo, Kaine afirmou que pode declarar "sem rodeios que não havia nenhuma ameaça iminente do Irã contra os Estados Unidos que justificasse" a operação militar.
A questão da "ameaça iminente" está no centro do debate sobre a legalidade da guerra ordenada por Trump.
O Congresso é o único órgão habilitado a declarar guerra. No entanto, uma lei de 1973 permite ao presidente iniciar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência provocada por um ataque contra os Estados Unidos.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (2), porém, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, utilizou claramente o termo "guerra" para qualificar o conflito em curso com o Irã, e não apenas uma intervenção limitada.
Para Daniel Shapiro, do centro de estudos Atlantic Council, Trump "não explicou a urgência nem a ameaça iminente que tornava necessária uma guerra neste momento".
Agora, o presidente precisa obter autorização do Congresso se quiser continuar as hostilidades contra o Irã além de 60 dias.
Pouco propenso a criticar Trump, o deputado republicano Thomas Massie denunciou os ataques no sábado.
Massie disse que apresentará, junto com seu colega democrata Ro Khanna, uma resolução para "forçar uma votação do Congresso sobre esta guerra com o Irã".
Espera-se para esta semana uma votação no Senado sobre a resolução de Kaine, assim como uma possível votação na Câmara sobre a outra resolução.
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