O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, recusou-se, nesta segunda-feira (2), a descartar o envio de tropas terrestres ao Irã e indicou que a guerra pode durar até seis semanas.
As forças americanas começaram a bombardear o Irã no sábado, em coordenação com Israel, e desde então atingiram centenas de alvos em todo o país, incluindo mísseis, a Marinha e centros de comando e controle da República Islâmica.
Perguntado se os Estados Unidos enviariam tropas à República Islâmica, Hegseth declarou em uma coletiva de imprensa: "Não, mas não vamos entrar em detalhes sobre o que faremos ou não", acrescentando: "Iremos até onde for necessário".
Sobre a duração da campanha americana no Irã, o chefe do Pentágono afirmou: "Quatro semanas, duas semanas, seis semanas; pode ser antes. Pode ser depois".
Hegseth procurou diferenciar a operação no Irã das prolongadas intervenções americanas no Iraque e no Afeganistão, declarando que esta guerra não é um esforço para construir a democracia no Irã.
"Nada de regras de enfrentamento estúpidas, nada de atoleiros de reconstrução nacional, nada de exercícios de construção da democracia. Nada de guerras politicamente corretas. Lutamos para vencer e não desperdiçamos tempo, nem vidas", disse o chefe do Pentágono.
"Isto não é o Iraque. Isto não é interminável", acrescentou. "A nossa geração sabe como fazer melhor, e este presidente também. Ele chamou os últimos 20 anos de guerras de reconstrução nacional de 'estúpidas', e ele tem razão", afirmou Hegseth.
"A cada dia que passa, as nossas capacidades aumentam e as do Irã diminuem. Nós definimos os termos desta guerra do início ao fim. As nossas ambições não são utópicas; são realistas, alinhadas com os nossos interesses e com a defesa do nosso povo e dos nossos aliados", acrescentou.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, falou ao lado de Hegseth e afirmou que as forças americanas alcançaram a superioridade aérea sobre o Irã.
Os ataques "resultaram no estabelecimento da superioridade aérea local. Essa superioridade aérea não só melhorará a proteção de nossas forças, como também lhes permitirá continuar seu trabalho no Irã", disse Caine.
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