Donald Trump tentou neste domingo (1º) justificar a operação militar contra o Irã pela suposta necessidade de garantir a segurança de longo prazo dos Estados Unidos, além de preparar o terreno para mais baixas entre os militares de seu país após o anúncio da morte de três soldados americanos.
"Infelizmente, é provável que haja mais antes que isso termine", disse Trump em um vídeo publicado em sua plataforma Truth Social, em resposta à notícia das baixas.
"Os Estados Unidos vingarão suas mortes e desferirão o golpe mais duro contra os terroristas que declararam guerra, basicamente, à civilização", afirmou o presidente republicano desde sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.
Trump não se dirigiu diretamente à nação desde o início da guerra contra o Irã no sábado, mas publicou duas mensagens em vídeo, anunciou a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, na Truth Social e concedeu entrevistas por telefone a vários meios de comunicação.
O presidente não falou com os jornalistas a bordo do Air Force One quando retornava a Washington, neste domingo, vindo da Flórida.
Altos funcionários de sua administração devem defender o ataque contra o Irã perante o Congresso dos Estados Unidos na terça-feira, segundo informou a Casa Branca.
"Sempre foi um processo de quatro semanas. Calculamos que serão cerca de quatro semanas", declarou Trump ao jornal britânico Daily Mail sobre a duração dos ataques contra o Irã.
Trump disse à NBC News que prevê "que haja vítimas", depois que o Exército anunciou três baixas em suas fileiras, "mas no fim será muito benéfico para o mundo", acrescentou o mandatário.
"Acabo de ser informado de que destruímos e afundamos nove navios da Marinha iraniana, alguns deles relativamente grandes e importantes", explicou Trump em sua rede social Truth Social sobre o avanço dos ataques. "Vamos atrás do restante. Em breve também estarão no fundo do mar! Em outro ataque, destruímos em grande parte seu quartel-general naval."
Nem Trump nem outros altos funcionários americanos, como o secretário de Estado Marco Rubio e o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, apareceram em público desde o início da guerra.
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