Os jogadores que cobrirem a boca durante discussões poderão ser expulsos, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, neste domingo (1º). 

O chefe do futebol mundial reagiu ao incidente envolvendo o jogador argentino do Benfica, Gianluca Prestianni, acusado de proferir insultos racistas contra o jogador brasileiro do Real Madrid, Vinícius Jr. 

"Se um jogador cobre a boca e diz algo que tenha conotação racista, então ele tem que ser expulso, obviamente", disse Infantino em entrevista à Sky News. 

"Deve-se presumir que ele disse algo que não deveria ter dito. Caso contrário, ele não precisaria cobrir a boca", argumentou.

"Simplesmente não entendo: se você não tem nada a esconder, não cobre a boca ao dizer algo. É só isso, é simples assim". 

"E essas são ações que podemos e devemos tomar para sermos sérios em nossa luta contra o racismo", acrescentou o dirigente ítalo-suíço. 

A Uefa suspendeu provisoriamente Prestianni até a conclusão da investigação sobre o ocorrido no jogo de ida do playoff da Liga dos Campeões entre Benfica e Real Madrid, em 17 de fevereiro.

A partida, que o Real Madrid vencia por 1 a 0, foi interrompida por alguns minutos depois que Vinícius disse ao árbitro que o jogador argentino o havia chamado de "macaco". 

Este último negou as acusações em sua conta no Instagram, argumentando que o jogador do Real Madrid havia interpretado mal o que pensou ter ouvido. 

O técnico do Benfica, o português José Mourinho, que inicialmente se posicionou a favor de seu jogador, declarou neste domingo que, caso as acusações sejam confirmadas, Prestianni não jogará mais sob seu comando.

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