Pelo menos nove pessoas morreram neste domingo (1º) em um protesto diante do consulado dos Estados Unidos na cidade paquistanesa de Karachi, onde jovens tentaram entrar à força, segundo um balanço de hospitais visto pela AFP.

No mesmo dia, centenas de manifestantes pró-Irã também tentaram invadir a embaixada americana em Bagdá, no Iraque, após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, constataram jornalistas da AFP.

Em Karachi, a cidade mais populosa do Paquistão, nove pessoas morreram por disparos de armas de fogo, segundo um documento hospitalar. Cerca de 30 pessoas ficaram feridas. Na noite deste domingo (horário local), ainda não estava claro quem eram os autores dos disparos.

Vídeos nas redes sociais mostravam jovens depredando as janelas do edifício principal do consulado enquanto a bandeira americana podia ser vista tremulando sobre o complexo, cujo perímetro é cercado por arame farpado.

"Estamos ateando fogo ao consulado americano em Karachi. Se Deus quiser, estamos vingando o assassinato de nosso líder", disse um manifestante enquanto filmava outras pessoas tentando iniciar um incêndio.

Milhares de pessoas também se manifestaram nas ruas de Lahore, a segunda maior cidade do país.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse na noite deste domingo que o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, era uma "violação do direito internacional".

Em Bagdá, um jovem vestido com roupas pretas e o rosto coberto, que se apresentou como Ali, disse à AFP que a morte de Khamenei durante o ataque de Estados Unidos e Israel "nos feriu".

"Estamos aqui porque queremos a retirada das forças americanas de ocupação no Iraque", disse, em referência às tropas estacionadas no norte do país.

Jornalistas da AFP nas imediações da Zona Verde de Bagdá reportaram um forte dispositivo de segurança e o fechamento do acesso à área, mas os manifestantes prosseguiram com a tentativa de invasão.

Os manifestantes, que tinham se reunido desde o início da manhã deste domingo, lançaram pedras contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogênio.

O Iraque, um aliado-chave do Irã, decretou, neste domingo, três dias de luto pela morte de Khamenei. O país conta com a presença de grupos pró-Irã, mas também de tropas americanas, que foram alvo de mísseis e drones neste domingo.

Quatro combatentes de uma organização pró-Irã morreram no centro do país em um ataque atribuído a Estados Unidos e Israel.

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