Autoridades belgas anunciaram nesta sexta-feira (27) o balanço de cinco anos de uma operação contra o serviço de mensagens criptografadas Sky ECC, utilizado por redes de narcotráfico, que permitiu identificar 5 mil suspeitos.
A "decodificação" destas mensagens por parte de uma equipe de investigadores belgas, franceses e holandeses confirmou que era utilizada em grande escala por organizações criminosas, especialmente para o tráfico internacional de cocaína.
Também mostrou que durante um ano e meio antes da operação policial, cerca de 20% dos 170 mil dispositivos Sky ECC utilizados no mundo estavam ativos no território belga, segundo as autoridades judiciais.
O porto belga de Antuérpia é o segundo maior da Europa no transporte de mercadorias e uma das principais vias de entrada de cocaína proveniente da América do Sul.
A operação contra Sky ECC evidenciou a importância estratégica do porto, onde atuam uma grande quantidade de pequenos traficantes, e o 'modus operandi' dos "barões", que dirigem o tráfico "à distância", segundo a imprensa.
A análise de milhões de mensagens trocadas entre os criminosos mostrou que um belga "organizou, a partir de Dubai, treze transportes internacionais de drogas em três semanas, com toda a tranquilidade, sem nunca entrar em contato com a droga", explicou Eric Snoeck, chefe da polícia federal belga.
"É doloroso constatar que os lucros dos grupos criminosos são absolutamente colossais e vertiginosos", acrescentou.
Desde 9 de março de 2021, as apreensões de dinheiro na Bélgica alcançaram 224 milhões de euros (cerca de 1,3 bilhão de reais).
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