Uma comissão especial do Congresso aprovou nesta quinta-feira (26) a investigação das contas bancárias de um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suspeita de se beneficiar de um esquema de fraude envolvendo o INSS.
A votação foi seguida de um desentendimento entre parlamentares opositores e governistas, que denunciaram irregularidades no procedimento.
Um ministro do Supremo já havia autorizado a Polícia Federal a acessar os dados financeiros do filho de Lula, mas manteve essa decisão em sigilo até o fim da votação no Congresso, confirmou hoje à AFP uma fonte judicial.
Os parlamentares investigam desde o ano passado um caso de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões feitos por sindicatos e outras associações com a possível conivência de funcionários do INSS.
Segundo a resolução de hoje, "Lulinha" foi "sócio oculto" em empreendimentos "de cannabis medicinal financiados com recursos supostamente desviados do INSS". O documento, que cita uma investigação policial, também menciona um pagamento de 300 mil reais, do qual Lulinha poderia ser destinatário.
Após a votação, a presidência do Senado recebeu um pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para anulá-la, e vai analisar as provas, informou sua assessoria à AFP. O senador Carlos Viana, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, disse à AFP que, enquanto isso, a decisão permanece.
O escândalo levou à renúncia, em maio, do ministro da Previdência. Em dezembro, Lula disse que todos os responsáveis devem responder perante as autoridades, sem exceções: "Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado."
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