A autora de um processo histórico contra as redes sociais em Los Angeles depôs nesta quinta-feira (26) e afirmou ao júri que, quando era criança, não conseguia controlar seu uso do YouTube e do Instagram.
"Eu era muito pequena e passava todo o meu tempo ali", disse Kaley G.M., moradora da Califórnia de 20 anos, ao ser questionada sobre por que considerava que era viciada em YouTube.
"Cada vez que eu tentava me afastar, simplesmente não funcionava", respondeu ao seu advogado, Mark Lanier, que ao interrogá-la buscou retratar uma usuária que, ainda criança, foi capturada para aumentar seu uso do YouTube e do Instagram.
Lanier afirmou que os registros judiciais indicam que houve um dia em que ela usou o Instagram durante 16 horas.
Kaley também descreveu o uso intenso de filtros nessa rede social desde muito cedo para deixar seus olhos maiores e suas orelhas menores.
Ao ser mostrado a ela um painel com algumas das dezenas de fotos do Instagram que havia publicado, afirmou que "quase todas têm filtros".
E relatou que, mesmo sendo alvo de assédio no Instagram, continuava usando o aplicativo: "Se eu me desconectava, sentia que estava perdendo alguma coisa".
Quando lhe perguntaram se ainda era viciada em YouTube, respondeu: "Acho que não sou tão viciada quanto era antes".
O julgamento vai durar até o fim de março, quando o júri decidirá se a Meta, controladora do Instagram, e o YouTube, de propriedade do Google, têm responsabilidade por projetar conscientemente aplicativos viciantes que afetaram a saúde mental da autora.
Pelo banco das testemunhas já passaram executivos das empresas, como Mark Zuckerberg, diretor executivo da Meta.
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