O Exército da Suécia inutilizou, através de interferências, um drone de origem desconhecida perto do porta-aviões francês Charles de Gaulle, que estava em águas suecas, informaram ambos os países nesta quinta-feira (26).
"Ontem [quarta-feira], um dispositivo sueco inutilizou, por meio de interferências, um drone a cerca de sete milhas náuticas [cerca de 12 quilômetros] do Charles de Gaulle. O dispositivo sueco funcionou perfeitamente e isso não perturbou as operações a bordo", declarou à AFP o porta-voz do Estado-Maior francês, coronel Guillaume Vernet.
O incidente ocorreu no estreito de Öresund, próximo à cidade de Malmö, onde o navio-almirante francês fez escala na quarta-feira, indicou o Exército sueco em um comunicado.
"Um navio da Marinha sueca avistou um drone suspeito durante uma patrulha marítima em curso" e "as Forças Armadas suecas tomaram contramedidas para neutralizar o drone suspeito" antes de perder o contato, afirma a nota.
O grupo aeronaval, liderado pelo navio-almirante da Marinha francesa e suas embarcações de escolta, fez na quarta-feira sua primeira escala nesta cidade sueca, antes de se juntar a exercícios da Otan.
O mar Báltico é palco de rivalidades entre a Rússia e os países da aliança atlântica.
"O grupo aeronaval dispõe de seus próprios sistemas de proteção, mas, quando entra em águas soberanas de um parceiro, como é o caso aqui, passa a estar sob a proteção do país anfitrião", detalhou Vernet.
Inutilizar um drone por meio de interferências implica o uso de guerra eletrônica para tentar cortar a conexão entre a aeronave e seu operador ou perturbar seus instrumentos de navegação.
O incidente se soma a uma série de voos misteriosos de drones sobre aeroportos e instalações militares e industriais sensíveis em toda a Europa. Alguns líderes políticos acusam a Rússia de travar uma guerra híbrida.
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