A China destituiu o seu ministro da Gestão de Emergências e retirou o cargo legislativo de um ex-secretário do Partido Comunista, após investigações por corrupção contra ambos, informou a imprensa estatal nesta quinta-feira (26). 

A China inaugurará na quarta-feira, em Pequim, suas reuniões legislativas anuais conhecidas como “Duas Sessões”, com milhares de delegados de todo o país. 

No processo preparatório, a Comissão Permanente da 14ª Assembleia Popular Nacional (APN), o mais alto órgão legislativo do país, votou pela destituição de Wang Xiangxi do cargo de ministro da Gestão de Emergências. 

Essa demissão ocorre após uma investigação do órgão nacional de controle anticorrupção, informou a emissora estatal CCTV. 

A comissão decidiu ainda destituir Liu Shaoyun do cargo de presidente do tribunal militar do Exército de Libertação Popular, embora os motivos não tenham sido apresentados. 

Também retirou o mandato de 19 delegados da APN, informaram meios de comunicação estatais nesta quinta-feira. Entre eles está um ex-secretário do Partido Comunista na Mongólia Interior, Sun Shaocheng, investigado por “supostas violações graves da disciplina e da lei”. 

Entre os destituídos há nove militares de alta patente, incluindo o ex-comandante da Marinha Shen Jinlong e o comandante das forças terrestres, Li Qiaoming. 

No início deste mês, o presidente chinês, Xi Jinping, elogiou a “luta contra a corrupção” nas forças armadas, um reconhecimento incomum da existência de subornos e desvio de recursos. 

O Ministério da Defesa chinês anunciou em janeiro que estava investigando Zhang Youxia, vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central (CMC). Outro dirigente da CMC, Liu Zhenli, também foi submetido à investigação.

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