O número de civis mortos na guerra que devasta o Sudão há quase três anos triplicou em 2025, chegando a cerca de 11.300, aos quais se somam corpos não identificados e desaparecidos, indicaram as Nações Unidas nesta quinta-feira (26).
A medição internacional liderada por Estados Unidos, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos está estagnada, reconheceu na semana passada o enviado americano Massad Boulos.
Os combates entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido (FAR) se intensificaram em 2025, com um maior uso de drones de longo alcance e bombardeios que atingiram "escolas, hospitais e locais de culto" em áreas povoadas, lamentou em Genebra o alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.
O ano de 2025 registrou "um aumento de mais de duas vezes e meia no número de civis mortos em comparação com o ano anterior", sem contar os desaparecidos ou os corpos não identificados, declarou.
"Esta guerra é suja, sangrenta e absurda", afirmou Türk, responsabilizando ambos os lados, que até agora rejeitam qualquer trégua, e os "patrocinadores estrangeiros que alimentam por ganância um conflito de alta tecnologia".
Os atos cometidos pelo Exército e pelos grupos paramilitares incluem violência sexual, execuções sumárias e detenções arbitrárias, detalhou.
Os Emirados Árabes Unidos foram acusados de fornecer homens e armas às FAR, o que governo nega. Por sua vez, o Exército sudanês utiliza drones fornecidos pelo Irã.
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