A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que segue agora para análise no Senado.

O acordo entre os dois blocos foi assinado em 17 de janeiro, no Paraguai, após 25 anos de negociações. O Brasil espera que ele beneficie o poderoso setor agropecuário.

"Chegou a hora de o Brasil confirmar sua vocação exportadora", disse o presidente da Câmara, Hugo Motta, para quem o país será "o grande protagonista" da materialização do acordo.

O parlamento brasileiro deu "prioridade" à votação após o nervosismo gerado pelo anúncio do presidente Donald Trump de que vai aumentar as tarifas globais dos Estados Unidos de 10% para 15%, com efeito imediato.

O texto foi aprovado por ampla maioria e teve a oposição de alguns deputados de esquerda.

O acordo deve ser referendado pelo parlamento de cada país e pelo Parlamento Europeu. Ainda não há data definida para a votação no Senado.

A votação no Brasil ocorre em sintonia com o bloco sul-americano. O Senado uruguaio aprovou o acordo por unanimidade nesta quarta-feira, e espera-se que ele seja ratificado amanhã pela Câmara dos Deputados. Na Argentina, o texto foi aprovado na Câmara há duas semanas e pode chegar ao Senado nos próximos dias.

O Parlamento Europeu congelou por pelo menos um ano e meio a ratificação do acordo, para verificar a sua legalidade. Mas a Comissão Europeia, braço executivo da UE, tem a opção de aplicá-lo de forma provisória, uma decisão que ainda não tomou.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

jss-rsr/app/cr/lb

compartilhe