A montadora japonesa Honda informou, nesta terça-feira (24), que suspendeu as operações em sua fábrica em Guadalajara, a segunda maior cidade do México, devido à violência desencadeada após a morte, em uma operação militar, de um poderoso líder do narcotráfico.

A Honda disse em um comunicado que está "avaliando as condições" de segurança depois que homens armados do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) incendiaram veículos e bloquearam estradas em 20 dos 32 estados do país no domingo, em represália pela morte de seu líder, Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho".

Essas ações violentas ocorreram especialmente em Guadalajara, capital do estado de Jalisco, e em sua região metropolitana, onde fica uma das duas fábricas da Honda no México. 

"Como medida de precaução, nossas operações em nossas instalações de Guadalajara foram temporariamente suspensas na segunda-feira, 23 de fevereiro", informou à AFP uma porta-voz da montadora. As atividades serão retomadas "quando for apropriado", acrescentou.

A operação militar para capturar o chefe do cartel, de 59 anos, foi realizada no domingo, no estado de Jalisco, oeste do país. Durante e após os confrontos, pelo menos 27 agentes de segurança, 46 supostos criminosos e uma civil morreram, informaram as autoridades nacionais. Oseguera foi ferido e morreu quando era levado a um hospital.

O governo estadual informou nesta terça-feira que o sistema de transporte público opera a 70% de sua capacidade em Guadalajara e anunciou que as aulas nas escolas serão retomadas na quarta-feira.

A Honda tem duas fábricas no México, uma em El Salto, Jalisco, e outra em Celaya, no estado de Guanajuato.

O México abriga fábricas das principais empresas automotivas do mundo, como Honda, Ford, General Motors, BMW e Audi. O setor representa 3,6% do PIB do país.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

ai/lp/ad/ic/am

compartilhe