O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, disse nesta terça-feira (24) que seus homólogos americanos lhe asseguraram que Washington mantém seu compromisso no acordo comercial com a União Europeia, após uma decisão desfavorável da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre as tarifas do presidente Donald Trump.

"Tenho estado em constante contato com meus homólogos e eles me asseguraram que mantêm o seu compromisso com o acordo com a União Europeia", expressou Sefcovic aos eurodeputados da Comissão do Comércio.

O alto funcionário também abordou a delicada questão sobre as tarifas de 50% dos EUA sobre as importações de aço e alumínio, que a UE ainda busca eliminar ou reduzir.

Em agosto do ano passado, Trump ampliou as tarifas sobre os metais para incluir várias centenas de produtos que contêm aço ou alumínio. Sefcovic disse nesta terça-feira que discutiu com seus homólogos americanos sobre como resolver esta questão.

"Espero que possamos encontrar soluções para este assunto muito em breve", afirmou.

O Parlamento Europeu congelou na segunda-feira (23) a aplicação de um acordo do bloco com os Estados Unidos, à espera de maior clareza sobre as repercussões da decisão da Suprema Corte.

Sefcovic disse que entendia a decisão de congelar o acordo, mas considerou "imperativo" seguir avançando no processo de implementação dos compromissos.

A Suprema Corte americana decidiu que Trump não tem autoridade para levar adiante sua política tarifária, e o presidente reagiu anunciando uma nova tarifa geral de 10%, que rapidamente subiu para 15%.

A Comissão Europeia (o braço executivo da UE) explicou, na segunda-feira, aos embaixadores permanentes dos países do bloco a nova situação.

De acordo com a Comissão, se as importações forem sujeitas a uma taxa uniforme de 10%, os direitos já existentes poderão fazer com que alguns produtos acabem sendo tributados a uma alíquota superior aos 15% previstos no acordo comercial.

Outra preocupação é que a nova tarifa geral de Trump possa ser aplicada indistintamente à UE e a países que fizeram menos concessões comerciais a Washington e que, portanto, estavam anteriormente sujeitos a impostos muito mais elevados.

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