Dezessete organizações humanitárias internacionais recorreram à Suprema Corte de Israel para bloquear uma decisão do governo que ordena a 37 ONGs que cessem suas operações em Gaza, na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental, alertando para consequências "catastróficas" para os civis. 

O recurso pede que a mais alta corte de Israel suspenda urgentemente a ordem de cessação das atividades, prevista para entrar em vigor em 1º de março, enquanto uma revisão judicial completa é realizada. 

Em 30 de dezembro, as autoridades israelenses informaram 37 organizações — incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF), Oxfam, Conselho Norueguês para Refugiados (NRC) e CARE — que suas licenças de operação estavam prestes a expirar e só seriam renovadas se fornecessem uma lista de seus funcionários palestinos. 

Na época, a ONU instou Israel a reverter essa decisão, que afetava organizações "essenciais" para o fornecimento de ajuda à Faixa de Gaza, devastada por dois anos de guerra entre Israel e o Hamas. 

Os signatários do apelo indicaram, em comunicado divulgado nesta terça-feira, que fornecer listas com os nomes dos funcionários locais poderia expô-los a possíveis represálias. 

Para justificar sua decisão, o governo israelense alegou que dois funcionários de MSF tinham vínculos com o movimento islamista Hamas e seu aliado, a Jihad Islâmica, algo que a ONG negou veementemente.

As organizações signatárias declararam que, juntamente com agências da ONU e organizações palestinas, garantem ou apoiam coletivamente mais da metade da ajuda alimentar em Gaza, 60% das atividades dos hospitais de campanha e todo o atendimento a crianças que sofrem de "desnutrição aguda severa". 

Alertaram que a suspensão do trabalho das ONGs teria consequências humanitárias imediatas e irreversíveis.

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