O número de pessoas na Somália que enfrentam níveis críticos de insegurança alimentar quase dobrou no último ano, alcançando 6,5 milhões, advertiram nesta terça-feira (24) especialistas respaldados pela ONU.

O país do Chifre da África foi afetado por conflitos e também sofreu duas temporadas consecutivas de chuvas insuficientes, além de uma redução da ajuda alimentar disponível devido a cortes de financiamento.

A população classificada em situação de "crise ou pior" quase dobrou entre fevereiro-março de 2026, chegando ao alarmante total de 6,5 milhões de pessoas desde o início de 2025, segundo a Classificação Integrada da Segurança Alimentar (IPC), iniciativa respaldada pela ONU que mede a fome e a desnutrição em todo o mundo.

Isso inclui mais de dois milhões de pessoas que agora estão na Fase 4, a categoria de "emergência", um nível abaixo da situação "catastrófica", equivalente à fome generalizada.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) advertiu na sexta-feira que terá de suspender a ajuda humanitária na Somália a partir de abril se não receber novos recursos.

A agência, com sede em Roma, indicou que já foi obrigada a reduzir o número de pessoas que recebem assistência alimentar de emergência, passando de 2,2 milhões no início de 2025 para pouco mais de 600 mil atualmente.

Estima-se que 1,84 milhão de crianças menores de cinco anos corram risco de desnutrição aguda em 2026, incluindo 483 mil casos graves que exigem tratamento urgente.

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