Nem mesmo a maré desfavorável desanima o governador Ibaneis Rocha de manter-se no radar e entrar na chapa da família Bolsonaro nas eleições do Distrito Federal. De olho em uma das cadeiras ao Senado, o emedebista atua para convencer a deputada Bia Kicis (PL-DF) a desistir da disputa e deixar o caminho livre para uma aliança do PL que inclua o MDB e consolide um palanque comum com Michelle Bolsonaro, que também disputaria o Senado.
O plano fortaleceria também a candidatura de Celina Leão (PP) ao governo local e ampliaria o palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, na capital federal. Vou trabalhar até o último momento para estarmos todos no mesmo palanque. As convenções serão somente em julho e daqui para lá é gastar muita saliva, afirmou Ibaneis ao PlatôBR.
O obstáculo mais recente veio de fora do calendário eleitoral. A crise envolvendo o Banco Master e seus reflexos sobre o BRB atingiram o núcleo do governo local e provocaram desgaste político. A gestão do banco público passou a ser questionada após negociações com a instituição de Daniel Vorcaro, liquidada no ano passado pelo Banco Central. O emedebista nega envolvimento em irregularidades.
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Recentemente, Michelle Bolsonaro declarou que seu compromisso envolve apenas a candidatura de Celina Leão ao governo, e que Ibaneis estaria fora dessa negociação. Por isso, o governador corre contra o tempo para evitar que o aceno resulte na oficialização de uma dobradinha puro-sangue do PL, defendida por Bolsonaro, com a ex-primeira-dama e Bia Kicis disputando as duas vagas do Distrito Federal no Senado que estarão em jogo nas eleições de outubro.
