O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (23), a revogação de um decreto que previa a expansão de portos em rios da Amazônia para o transporte de grãos, após semanas de protestos indígenas, incluindo a ocupação de um terminal da multinacional Cargill.

A revogação do decreto era uma exigência de manifestantes que acampavam há mais de um mês em frente à entrada do terminal desse gigante agroindustrial americano na cidade de Santarém, estado do Pará.

Os protestos continuaram apesar de, há duas semanas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter anunciado a suspensão da dragagem no rio Tapajós, um afluente do rio Amazonas.

"Hoje se firmou a decisão pela revogação do decreto 12.600", disse o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, em coletiva de imprensa em Brasília após se reunir com representantes indígenas.

"Esse é um governo, inclusive, que leva a escuta ao ponto de recuar de uma decisão própria por entender, compreender a posição desses povos", acrescentou.

As comunidades indígenas brasileiras se opõem à expansão portuária e, em particular, à dragagem de rios, que consideram vitais para seu modo de vida.

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