A justiça argentina autorizou Claudio 'Chiqui' Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), a deixar o país, apesar de tê-lo proibido de viajar para o exterior na semana passada, enquanto ele é investigado por suposta sonegação fiscal, segundo decisão divulgada nesta segunda-feira (23). 

O caso apura se a poderosa entidade do futebol reteve indevidamente e deixou de depositar aproximadamente 19 bilhões de pesos (cerca de R$ 67 milhões na cotação atual) em impostos e contribuições previdenciárias entre março de 2024 e setembro de 2025. 

"A mera existência de uma investigação criminal, por si só, não constitui motivo suficiente para impedir o requerente de viajar", afirma a decisão, assinada pelo juiz Diego Amarante.

Tapia havia solicitado autorização de viagem para participar de um evento da Federação Colombiana de Futebol em Barranquilla e, em seguida, de uma reunião do conselho da Conmebol no Rio de Janeiro, entre 23 e 28 de fevereiro. 

No entanto, o tribunal impôs uma fiança de 5 milhões de pesos (aproximadamente R$ 18,6 bilhões) para autorizar sua saída da Argentina. 

O presidente da AFA foi intimado a depor no dia 5 de março. O tesoureiro da entidade e outros três diretores também devem comparecer.

A AFA negou na última sexta-feira ter "qualquer dívida pendente relacionada às obrigações tributárias citadas como base para a denúncia apresentada pela ARCA", a agência oficial de arrecadação de impostos. 

Com a decisão judicial emitida nesta segunda-feira, espera-se que Tapia compareça à Finalíssima entre Argentina e Espanha, que será disputada no Catar, no dia 27 de março. 

Além deste caso, a AFA também está sendo investigada por possível lavagem de dinheiro. A organização foi alvo de uma operação de busca e apreensão em dezembro passado para coletar documentos referentes a transações suspeitas com uma instituição financeira privada.

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