Pelo menos 606 migrantes morreram ou desapareceram no Mar Mediterrâneo este ano, informou nesta segunda-feira (23) a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
"Este é o início de ano mais letal no Mediterrâneo desde que a OIM começou a coletar esses dados em 2014", explicou a organização, uma agência da ONU.
Um porta-voz da OIM estimou que, no naufrágio mais recente, ocorrido no sábado perto da ilha grega de Creta, "pelo menos 30 migrantes são considerados desaparecidos ou mortos após o barco em que estavam ter virado devido ao mau tempo".
Segundo as autoridades gregas, apenas quatro corpos (três homens e uma mulher) foram recuperados até o momento, enquanto as buscas continuavam nesta segunda-feira com quatro lanchas-patrulha para encontrar possíveis sobreviventes.
No sábado, 20 pessoas foram resgatadas na área marítima de Kaloi Limenes por um navio mercante enviado ao local a mando do Centro Grego de Busca e Resgate.
Entre os 20 migrantes, em sua maioria sudaneses e egípcios, havia quatro menores de idade.
A OIM indicou que o barco partiu de Tobruk, na Líbia, em 19 de fevereiro e virou a cerca de 20 milhas náuticas (pouco menos de 40 quilômetros) ao sul de Kali Limenes.
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