O chanceler alemão Friedrich Merz acusou, nesta segunda-feira (23), a Rússia do presidente Vladimir Putin de ter atingido um ponto de "barbárie absoluta", na véspera do quarto aniversário da invasão russa da Ucrânia.
O dia 24 de fevereiro marca quatro anos do início da ofensiva militar em larga escala que desencadeou uma guerra que destruiu cidades e matou centenas de milhares de pessoas.
A Rússia ocupa quase 20% do território ucraniano.
"Este país, sob esta liderança, encontra-se atualmente no ponto mais baixo da barbárie absoluta, e ninguém deve ter dúvidas sobre o tipo de regime e barbárie com que estamos lidando", disse Merz em Berlim, referindo-se à Rússia. Ele a acusou de "guerra psicológica" e instou os países europeus a resistirem e apoiarem a Ucrânia.
"É importante enfatizar que a Rússia não está prestes a vencer esta guerra", afirmou. "A Rússia quer que acreditemos nisso, mas os fatos são diferentes", declarou o chanceler em um evento em Berlim em apoio à Ucrânia, na presença do embaixador ucraniano na Alemanha.
"Na linha de frente, a Rússia não está ganhando terreno, ao contrário. Fevereiro foi marcado por avanços terrestres surpreendentes do exército ucraniano, e a economia russa está sofrendo mais com as sanções e a guerra do que a mídia às vezes deixa transparecer", acrescentou o líder alemão.
A União Europeia não poderá adotar novas sanções contra a Rússia nesta segunda-feira devido ao veto da Hungria, segundo a chefe da diplomacia da UE, Kakha Kallas.
Merz instou seus "parceiros europeus a não relaxarem seus esforços no apoio conjunto à Ucrânia".
"Estamos em um momento crucial que pode decidir o destino de todo o nosso continente", acrescentou. E alertou: "devemos estar cientes de que a maneira como terminarmos esta guerra na Europa terá um impacto duradouro em nossas vidas e em nosso papel no mundo".
Depois dos Estados Unidos, a Alemanha é o país que mais fornece ajuda militar à Ucrânia.
Segundo dados do Instituto de Kiel, a Alemanha forneceu ajuda militar no valor de 20 bilhões de euros (129,35 bilhões de reais, na cotação da época) até 31 de dezembro de 2025.
No final de 2025, de acordo com o cadastro central de estrangeiros, mais de um milhão de refugiados ucranianos viviam na Alemanha.
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