A Groenlândia "não precisa" de apoio na área da saúde, pois o atendimento médico é gratuito e universal, afirmaram as autoridades dinamarquesas neste domingo (22), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o envio de um navio-hospital para o território autônomo. 

"A população da Groenlândia recebe o atendimento médico de que precisa. Recebe esse atendimento na Groenlândia e, se for necessário tratamento especializado, recebe na Dinamarca. Portanto, uma iniciativa especial de saúde na Groenlândia não é necessária", declarou o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, ao canal de televisão dinamarquês DR. 

No sábado, Trump anunciou o envio de um navio-hospital para a Groenlândia e afirmou que a embarcação trataria inúmeros pacientes na ilha ártica. 

"Vamos enviar um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar de muitos que estão doentes e não estão recebendo atendimento lá", escreveu ele nas redes sociais. "Ele já está a caminho!", acrescentou. 

Trump tem reiteradamente declarado sua ambição de controlar a Groenlândia, um território dinamarquês que ele considera estrategicamente importante para os Estados Unidos. 

Sem mencionar explicitamente a proposta dos EUA, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, expressou sua satisfação por viver em um país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos, onde o seguro de saúde ou a riqueza não determinam se alguém recebe um tratamento digno.

"O mesmo acontece na Groenlândia", escreveu ela no Facebook.

Assim como a Dinamarca, a ilha ártica tem acesso a atendimento médico gratuito e as autoridades locais administram seu sistema de saúde. 

A Groenlândia possui um total de cinco hospitais regionais, e o de Nuuk, a capital, recebe pacientes de todo o território. 

O governo da Groenlândia assinou um acordo com a Dinamarca no início de fevereiro para melhorar o atendimento a pacientes groenlandeses em hospitais dinamarqueses.

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