As autoridades sírias assumiram o controle do aeroporto de Qamishli, que estava sob domínio das forças curdas, como parte de seu processo de integração ao Estado central, anunciou neste sábado (21) a agência oficial de notícias Sana.

A minoria curda havia estabelecido uma zona autônoma no norte da Síria, mas sob pressão militar de Damasco cedeu em fevereiro vários de seus redutos às forças governamentais.

O aeroporto de Qamishli, que os curdos haviam capturado após a queda do ex-presidente Bashar al Assad, no fim de 2024, passa agora também a ficar sob o controle das autoridades do islamista Ahmed al Sharaa.

Funcionários da Direção Geral de Aviação Civil síria inspecionaram no sábado as instalações e "discutiram os meios para relançar a atividade" segundo as normas internacionais vigentes, informou a agência Sana.

Trata-se de "um passo institucional importante no processo de unificação da gestão dos aeroportos sob o guarda-chuva do Estado", declarou na rede social X o diretor do órgão, Omar al Husari.

O aeroporto de Qamishli, o único do nordeste da Síria, serviu durante anos como ligação vital para os habitantes da região, especialmente durante a guerra civil (2011-2024).

Permaneceu sob controle governamental e continuou recebendo voos regulares, conectando a cidade à capital, Damasco. Também foi utilizado como base militar desde novembro de 2019 pela Rússia, aliada-chave do ex-presidente sírio.

O aeroporto deixou de funcionar após a derrubada de Bashar al Assad.

Além desse aeroporto, os curdos devem entregar ao Estado central os campos petrolíferos — principal fonte de financiamento da administração autônoma — e os postos fronteiriços que controlam.

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